Por que sexo é tão bom?

Por que sexo é tão bom?

Na verdade, o principal órgão sexual do homem e da mulher é o cérebro – e é aí que está o segredo.

Todos os seres humanos têm a necessidade de estabelecer uma relação íntima com seu parceiro, impulso que vai além da procriação e do prazer sexual. A finalidade da flechada, do amor à primeira vista, ou da química entre o nobre cavalheiro e a bela dama, é nada mais que o desejo sexual, onde intervém múltiplos fatores, desde neurotransmissores que revolucionam o cérebro até hormônios que se espalham pelo corpo, excitando os genitais masculinos e femininos.

Desta forma, o sexo é irremediavelmente uma ação natural, ordenada pela nossa fisiologia para a perpetuação da espécie e, no caso dos seres humanos, para saciar esse desejo carnal, explica o psicólogo e sexólogo Alberto Moreno.

Um sexo muito cerebral

“O principal órgão sexual do homem e da mulher é o cérebro, já que através dele se desencadeiam uma série de reações fisiológicas cujo desfecho é o ato sexual”, menciona o especialista.

Para despertar este emaranhado de sinais neuroquímicos e hormonais do apetite sexual, é necessário perceber estímulos sensoriais através do olfato, do tato, da visão e da audição.

Quando ela pisca um olho ou ele a beija no pescoço, estas sensações desencadeiam sinais elétricos que chegam ao cérebro, o qual ordena ao hipotálamo a liberação de substâncias mensageiras que, por meio da hipófise são liberadas na corrente sangüínea até as glândulas supra-renais. A partir daí, no caso dos homens, chega até os testículos onde produz testosterona, e no caso das mulheres chega aos ovários e ordena a secreção de estrógenos, hormônios fundamentais para o desejo sexual e para a excitação.

Hormônios do amor

“Sob o efeito da testosterona e dos andrógenos, a excitação se eleva pela produção de adrenalina, reforçando o desejo sexual e incrementando a irrigação sangüínea do coração e do cérebro, o coração bate acelerado e a pressão arterial aumenta”.

A produção de testosterona no homem e de estrógenos na mulher aumenta a partir da adolescência e diminui a partir dos 50 anos, razão pela qual os jovens têm a libido a flor de pele.

Hormônio da excitação

O terapeuta sexual aponta que existe um hormônio chamado oxitocina, o qual está relacionado com o estabelecimento de vínculos afetivos intensos entre o casal.

Conhecido como o hormônio do amor, esta substância gerada no hipotálamo é liberada durante o orgasmo, o que traz como conseqüência que o sexo seja um fator decisivo na união do casal. “A conjunção de estímulos externos são necessários para que a oxitocina circule por todo o corpo incrementando o desejo sexual e produzindo a sensação de bem estar geral”, comenta o sexólogo, que acrescenta que este hormônio também se relaciona com as contrações uterinas no parto e com a ejeção do leite na lactação.

Diferentemente da maioria dos mamíferos que têm períodos cíclicos de cio, os seres humanos, assim como todos os primatas, possuem outra fisiologia.

A mulher ovula a cada 28 dias e a fecundação deve efetuar-se em um prazo máximo de quatro dias. É por isto que a natureza dotou tanto o homem quanto a mulher, com um grande apetite sexual, em função de conseguir realizar a união do óvulo e do espermatozóide.

O terapeuta sexual conclui dizendo que homens e mulheres necessitam exercer sua sexualidade: é uma necessidade biológica que se vê limitada –principalmente no sexo feminino – pelo controle social.

Ivan Gomes Hernndez